Paris: um final de semana na capital francesa

Diego Canhada - 23/06/2017

Mesmo antes de surgir a oportunidade profissional que nos trouxe para a Europa, para mim já estava claro que uma boa maneira de começar uma rota pelo velho continente seria conhecendo algumas de suas principais capitais. Entretanto, em nosso primeiro ano por aqui, uma série de razões nos fez priorizar as viagens pela Espanha, ainda que tenhamos conseguido dar um pulo em Marrocos, Itália, Holanda e Portugal.

Logo que estávamos de saída para nossas férias no Brasil, acabei participando de um processo de orçamentação para um ambicioso projeto de pesquisa. Na sua fase qualitativa, envolvia trabalho de campo em Paris, Madrid, Barcelona e inclusive Melilla, uma cidade que é um enclave espanhol no continente africano.

Recém tínhamos chegado do Brasil, descubro que o tal projeto tinha sido aprovado e me chamam para uma reunião em que o resumo da obra era: “Pensamos que seria interessante que tu coordenasses a parte qualitativa da pesquisa”. E eu na mesma hora pensei: esse vai ser um desafio e tanto, mas pelo menos vou levar a Martina para Paris!

Estivemos apenas um final de semana de turismo na capital francesa, mas o suficiente para chegar a compreender o porquê essa é uma das cidades mais visitadas do planeta. Paris é simplesmente um dos locais mais bonitos que já estive: o centro da cidade é constituído de muitos monumentos enormes e verdadeiras obras de arte.

Diferente de outros locais, o nome da capital francesa fala por si mesmo: a cidade já está presente no imaginário coletivo de toda sociedade ocidental em função de tudo que representa para nossa cultura e para a própria história de nossa civilização. Deixamos aqui um roteiro de um final de semana pela cidade, pensado pela Martinica, e que pode ser útil para aqueles que só têm dois dias de turismo e querem caminhar para sentir um pouco do astral de Paris.

Paris: Dia 1 – Sábado

Após um contundente raclete acompanhado por vinho no jantar de sexta-feira, já que Paris pede uma intensa e inesquecível experimentação de vinhos, queijos e muito mais em termos de gastronomia, nós acordamos no sábado e fomos conhecer a Torre Eiffel. Aqui a gente acaba caindo em um clichê, porque dizemos o que dizem todos os outros: a torre é muito mais bonita e impressionante ao vivo do que parece nas fotos.

Logo demos uma boa caminhada pela cidade, onde é beleza e mais beleza por toda a rota, passando pelos seguintes pontos: Palácio dos Inválidos, Avenue des Champs-Élysées, Arco do Triunfo, Praça da Concórdia, Museu do Louvre e Catedral de Notre-Dame. Essa caminhada toda a pé, sem entrar em nenhum dos locais, já exige bastante tempo e se passam por vários outros locais e monumentos bacanas.

Diferentemente de outras cidades, em Paris há inúmeros pontos turísticos e eles não estão muito próximos uns aos outros. Entretanto, seguramente a caminhada recompensa, especialmente fazendo um pit stop na Île de la Cité, uma ilha do Rio Sena onde a cidade medieval foi fundada, para tomar uma taça de Cabernet Sauvignon vendo Notre-Dame ao fundo. É o momento do passeio onde geralmente se agradece à vida.

Finalizamos esse dia passando pelo Pantheón e pela Universidade Paris-Sorbonne, de onde saíram alguns dos pensadores mais influentes no campo da filosofia e ciências humanas, aos quais eu inclusive devo muito. Antes de ir para casa tomar um excelente Malbec de 4€ no nosso quarto de Airbnb, ainda deu para comer um crepe delicioso na área de Quartier Latin: região bem animada, com uma atmosfera boemia e cheia de bistrôs e estudantes.

Paris: Dia 2 – Domingo

Estávamos perto da Bastilha, acordamos e fomos diretamente para o Cemitério do Père-Lachaise, passando pela Coluna de Julho. No caminho, quiseram nos cobrar quase 7€ por um café: em Paris se deve saber exatamente onde tu vais entrar ou pode ser um verdadeiro assalto.

Esse cemitério é um verdadeiro museu a céu aberto, muito famoso por ali estarem enterrados nomes como Jim Morrison, Alan Kardec, Édith Piaf, Auguste Comte, Oscar Wilde e muitas outras grandes personalidades. Esse passeio para mim é imperdível, especialmente se não há tempo para entrar no Louvre.

Depois fomos para o bairro boêmio de Montmartre, onde está Moulin Rouge, a impressionante Basílica de Sacré Cœur e até mesmo o bar do filme Amelie Poulain, onde tomamos um café. Essa região também é altamente recomendável: cheia de barzinhos e pintores de rua, além de local privilegiado para ver a cidade do alto.

Depois de alguns vinhos pelo bairro e um típico baguete, terminamos o nosso fim de semana quase onde começamos: sentados no gramado vendo a Torre Eiffel, mas dessa vez à noite, que lhe faz ser ainda mais bonita. Aproveitamos a beleza da noite parisiense e fizemos um rápido tour com um ônibus convencional que vai margeando o Rio Sena e de onde se podem ver vários belos monumentos. E como ponto final do passeio, antes de iniciar uma jornada bastante intensa de trabalho, quisemos voltar ao mesmo bistrô na Île de la Cité: mais uma taça de vinho e uma sopinha porque ninguém é de ferro!

Algumas fotos desta viagem: