#22 – 25/05/09 – Buenos Aires – Capital da Argentina – 0h20 – Segunda-feira

Diego Canhada - 30/05/2017

Acordamos em um dia ensolarado aqui em Buenos Aires. Pela manhã, Nicolóvski e eu conversamos um pouco sobre filosofia e praticamos Yoga. Enquanto a Joana preparava o almoço, fomos dar uma volta para resolver temas de internet, câmbio de moedas e comprar alguns ingredientes para a refeição. Estava me sentindo muito bem ao caminhar pela cidade.

Almoçamos um peixe com molho de vinho branco, arroz integral e uma salada muito gostosa. Enfim, a comida estava divina e foi certamente uma das melhores refeições da viagem até então. E regado a um bom vinho branco que custava 4 pesos, ou seja, cerca de 2 reais. Lembro-me que comentei com Nicolóvski que com esse preço não compramos nem um Vinho Campana Larga em Curitiba, e que se dermos um vinho desses para um argentino, ele nem acreditará que é vinho. Ele disse que o argentino provavelmente iria cuspir e diria algo como: “brasileiro filho de uma puta, colocou cachaça no suco de uva!”

Depois disso, fomos todos tirar uma siesta: o que era para ser uma hora nos tomou a tarde toda. Para mim foi revigorante! Tinha dormido muito pouco na última noite no Uruguai, ontem também fomos dormir muito tarde e hoje acordamos muito cedo. Acordei cerca de umas 19h ouvindo música e sentindo saudades das pessoas próximas no Brasil, sentimento regado por lembranças muito bacanas. Enquanto eles não acordavam, fiquei ouvindo música e lendo Hermann Hesse.

Logo recebemos uma ligação do Juan, estava muito feliz e confirmando sua chegada amanhã em Buenos Aires, deve pousar aqui cerca de 15h30. Depois tomamos um bom mate argentino e saímos dar uma volta por Palermo, um dos bairros mais famosos e boêmios de Buenos Aires. Um lugar cheio de barzinhos, livrarias, arte, restaurantes, muita gente na rua e muito legal.

Paramos em um lugar simpático chamado “El Taller” e enquanto eles tomavam uma cerveja comendo umas azeitonas, resolvi ficar em um chá de menta com mel e um sanduíche de queijo, tomate e salame. O garçom logo perguntou de onde éramos e quando soube da minha viagem, disse que também fez uma parecida. Quando Nicolóvski o questionou qual o lugar que mais tinha gostado, a resposta foi rápida: Colômbia. É impressionante como muitos dizem isso. E dizem também que é o único país que rivaliza com o Brasil pelo jeito descolado do povo. Disse também que as praias da Venezuela são as mais lindas e que o Brasil é uma viagem à parte: pela extensão continental de nosso país, há a América do Sul e há o Brasil, tem que ser no mínimo duas viagens.